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Juiz autoriza novas investigações na Petrobras e envio de material à CPI

  • Publicado em 13/10/2014

Fonte: Agência Senado

Autor: Postado por Mizael Duarte

O juiz Srgio Moro, da 13 Vara Federal de Curitiba, autorizou nesta sexta-feira (10) a Polcia Federal, a Petrobras e a Controladoria-Geral da Unio (CGU) a investigarem as declaraes prestadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Ele tambm determinou que o material seja partilhado com a Comisso Parlamentar de Inqurito (CPI) Mista que investiga negcios ilcitos na Petrobras. Em depoimento na quarta-feira (8), o ex-diretor da Petrobras disse que PP, PT e PMDB recebiam dinheiro de contratos superfaturados firmados pela empresa. O doleiro afirmou que, para pressionar o ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva a aceitar a indicao de Paulo Roberto para a Diretoria de Abastecimento da estatal, parlamentares aliados ao governo chegaram a trancar a pauta do Congresso durante trs meses. Os interrogatrios fazem parte da fase de instruo das aes penais oriundas da Operao Lava Jato. Com o compartilhamento das informaes, a Petrobras e a CGU podero abrir processos internos para investigar as denncias. Srgio Moro criticou insinuaes de que houve vazamento do contedo do depoimento com objetivos eleitorais. O juiz explicou que as aes penais da Operao Lava Jato no esto sob segredo de Justia e o contedo dos depoimentos desta semana no est relacionado com a delao premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. O material liberado pelo juiz da 13 Vara Federal de Curitiba, portanto, no o mesmo que se encontra sob os cuidados do ministro Teori Zavascki, no Supremo Tribunal Federal. No primeiro caso, trata-se da investigao de personagens sem o chamado foro privilegiado. Quanto s autoridades com a prerrogativa de serem julgadas apenas pelo STF, os fatos esto sendo apurados em segredo de Justia, no contexto da delao premiada, a cujo contedo Zavascki negou acesso CPI Mista da Petrobras nesta semana. - Os depoimentos prestados na ltima audincia na ao penal pblica no foram 'vazados' por esta corte de Justia ou por quem quer que seja. A sua divulgao, ainda que pela imprensa, um consectrio normal do interesse pblico e do princpio da publicidade dos atos processuais em uma ao penal na qual no foi imposto segredo de justia - explicou Moro. (Com informaes da Agncia Brasil)